Quanto ganha e quanto custa quem te representa?

Todo mês, dinheiro público paga o salário, os auxílios e as despesas de quem te representa. Veja quanto vai para cada um, de deputados e senadores a ministros, governadores, prefeitos e vereadores, compare com os colegas e com o salário mínimo e confira a fonte oficial de cada número.

Escolha um deputado, senador, ministro, governador ou a sua cidade

Câmara Municipal · Maranhão

Pinheiro (MA)

Em 2025, a Câmara Municipal de Pinheiro (MA) custou R$ 7.539.961: R$ 628.330 por mês, R$ 86 por habitante no ano, com 17 vereadores. Veja o teto do salário do vereador e compare com as outras cidades.

Carregando os números oficiais…

Entenda

O que é cada número

Deputado(a) federal

Representa a população do seu estado na Câmara dos Deputados. Estados com mais gente elegem mais deputados: de 8 a 70.

Quantos são
513
Mandato
4 anos
Salário bruto
R$ 46.366,19
Equipe do gabinete
até R$ 165.806,07 por mês, até 25 pessoas

Senador(a)

Representa o estado no Senado Federal. Todo estado tem 3 senadores, não importa o tamanho.

Quantos são
81
Mandato
8 anos
Salário bruto
R$ 46.366,19
Equipe do gabinete
paga direto pela folha do Senado
Salário (subsídio)

Valor bruto mensal fixado em lei, antes do imposto de renda e da previdência. Desde fevereiro de 2025 é de R$ 46.366,19, o mesmo valor do teto do funcionalismo. Pode ser menor em meses com faltas ou licença.

13º salário

Pago em duas parcelas, como para qualquer trabalhador.

Cota parlamentar

Dinheiro mensal para despesas do mandato: passagens, escritório no estado, combustível, divulgação e outras. É reembolsado mediante nota fiscal. Na Câmara, o limite vai de R$ 41,6 mil (DF) a R$ 58,5 mil (RR) por mês, por causa do preço das passagens até Brasília. O que não é usado num mês acumula para os meses seguintes do mesmo ano.

Equipe do gabinete

É o dinheiro que paga as pessoas que trabalham para o parlamentar; não vai para o bolso do parlamentar, por isso aparece separado. Na Câmara, cada deputado tem até R$ 165.806,07 por mês (a verba de gabinete) para pagar até 25 secretários parlamentares; contamos quem trabalhou em cada mês. No Senado, os assessores comissionados são pagos direto pela folha; o custo e o número de pessoas por senador são uma estimativa nossa, feita a partir da folha de pagamento.

Auxílio-moradia e imóvel funcional

Quem não mora num dos apartamentos funcionais em Brasília pode receber auxílio-moradia: R$ 4.253 por mês na Câmara e R$ 5.500 no Senado.

Governo federal: presidente, vice e ministros

Os dados vêm do Portal da Transparência. Vai para o bolso: o salário (R$ 46.366,19 por mês em 2025, o mesmo dos parlamentares), o 13º, as férias e os jetons, pagos a quem participa de conselhos de estatais e de outras entidades. Gastos do cargo: as viagens oficiais (diárias e passagens compradas). Ministros não têm cota parlamentar nem verba de gabinete. Voos em aviões da FAB e no avião presidencial não têm custo publicado, por isso o presidente aparece praticamente só com o salário. Os jetons de Itaipu, que é binacional, não aparecem no Portal. Ministro que é deputado ou senador licenciado pode receber o salário pelo Congresso; nesses meses, usamos o valor pago pela Câmara ou pelo Senado. O Portal publica os salários com uns 2 meses de atraso.

Câmaras municipais e vereadores

São 5.568 câmaras e cerca de 58 mil vereadores. O salário de cada vereador é definido por lei da própria Câmara e publicado só no portal de cada uma, sem uma fonte nacional. Por isso mostramos, para todas as cidades: quanto a Câmara gastou no ano (tudo: vereadores, servidores, prédio, contratos), segundo as contas que a prefeitura entrega ao Tesouro Nacional (Siconfi, função Legislativa, despesas liquidadas); esse gasto por mês, por habitante e dividido pelos vereadores; os vereadores eleitos em 2024 (TSE); e o teto do salário do vereador, que a Constituição (art. 29) fixa entre 20% e 75% do salário do deputado estadual, conforme a população.

Vereadores de São Paulo, um a um

Na capital paulista, a própria Câmara Municipal publica dados abertos de cada vereador, e mostramos cada um como os deputados. Vai para o bolso: o salário (subsídio), igual para todos: R$ 24.754,79 em janeiro de 2025 e R$ 26.080,98 desde fevereiro de 2025, o máximo que a Constituição permite. Suplentes recebem pelos dias no cargo. A Câmara só mostra o contracheque de cada vereador para quem informa um CPF, por isso descontos, 13º e outros pagamentos não aparecem. Gastos do mandato: a verba do gabinete (Auxílio-Encargos Gerais de Gabinete), de até R$ 34.706,25 por mês em 2025 e R$ 36.018,75 em 2026, usada com nota fiscal em conteúdo para redes sociais, material gráfico, carros, escritório e serviços de empresas; o que sobra no fim do ano volta para a Câmara. Mostramos cada tipo de despesa e os maiores fornecedores. Equipe do gabinete: quantas pessoas trabalham em cada gabinete e em quais cargos, pela lista de funcionários da Câmara; o custo da equipe não é publicado sem CPF.

Vereadores de outras capitais, um a um

Em outras dez capitais (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Goiânia, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife e São Luís), a Câmara também publica dados de cada vereador, e mostramos cada um como em São Paulo. Cada Câmara publica coisas diferentes, e cada página diz o que entra. Vai para o bolso: onde a folha de pagamento da Câmara tem o nome de cada vereador (Goiânia, Maceió, Manaus, Recife, São Luís e, no Rio, o contracheque dos meses em que alguém entrou ou saiu), o que ela mostra mês a mês; em Fortaleza, o subsídio de cada mês pela folha; nas outras (Natal, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio), o subsídio fixado em lei, pelos dias no cargo, e, onde é publicado, o auxílio-alimentação. Quem estava no cargo em cada mês sai da folha, da lista de presença (Belo Horizonte), das datas de posse e licença (Rio) ou da prestação de contas da verba (Natal e Porto Alegre): assim os suplentes que assumiram entram só nos meses em que ocuparam a cadeira. Gastos do mandato: a verba do gabinete de cada Câmara (CEAP em Manaus e Goiânia, SDP em Fortaleza, Cota em Natal, Verba Indenizatória no Recife, Quota Básica Mensal em Porto Alegre, custeio parlamentar em Belo Horizonte e a cota de combustível no Rio). Em Manaus, Fortaleza e Natal vem nota por nota, com o fornecedor; nas outras, por tipo de despesa. Em Maceió, a verba indenizatória foi publicada só para parte dos vereadores e fica de fora até sair completa; em São Luís, as páginas da verba pedem que robôs não as leiam. Equipe do gabinete: em Goiânia, Maceió, Manaus, Recife e São Luís, os assessores lotados em cada gabinete e quanto custam, pela folha da Câmara; no Rio, os cargos de cada gabinete, pela relação de servidores. Vereadores só se comparam com os da mesma cidade. O CPF dos assessores não é guardado, e os descontos da folha (como empréstimos) não são lidos.

Governadores e vice-governadores

O salário do governador e do vice (o subsídio) é fixado por lei em cada estado, votada pela Assembleia Legislativa (no Pará, por decreto legislativo). Não existe uma fonte nacional com esses valores, e cada estado publica a folha de pagamento do seu jeito. Por isso, montamos a lista à mão, estado por estado, e cada valor traz a sua origem:

  • Lei: lemos o valor no texto da lei (ou do decreto legislativo).
  • Conferido na folha: o valor aparece na folha de pagamento do Estado, com o nome de quem recebe.
  • Tabela oficial: está na tabela de remuneração dos cargos publicada pelo Estado (Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul), mas não achamos o texto da lei.
  • Cálculo nosso: a lei dá um reajuste em porcentagem, ou diz que o vice ganha uma parte do salário do governador, e fizemos a conta.
  • Só pela imprensa: não achamos a lei e o portal da folha não abriu para o nosso robô (muitos portais estaduais bloqueiam acessos automáticos ou vindos de fora do Brasil). Hoje nenhum valor atual depende só da imprensa; ela aparece em valores antigos de alguns estados.

É o salário bruto do cargo, por mês, antes do imposto e da previdência. Nem sempre é o que a pessoa recebe: quem é servidor de carreira pode escolher o salário do cargo de origem (a governadora de Pernambuco recebe como procuradora do Estado), e quem assume o governo interinamente, como o presidente da Assembleia ou do Tribunal de Justiça, pode continuar recebendo pelo seu órgão. O subsídio do governador é também o teto salarial dos servidores do Poder Executivo do estado (Constituição, art. 37, XI), a não ser onde o Estado adotou um teto único, o dos desembargadores; e nenhum governador pode ganhar mais que um ministro do STF (R$ 46.366,19). Em 2026, vários governadores deixaram o cargo em março e abril para disputar a eleição, e os vices assumiram: para cada estado, mostramos quem governa hoje, quem governou desde 2023 e desde quando vale cada valor. Mês a mês: em 24 estados (todos menos Amapá, Mato Grosso e Tocantins), a folha de pagamento do Estado, com o nome de cada servidor, abre para o nosso robô, e mostramos também o que o governador e o vice receberam de fato em cada mês desde janeiro de 2025: o salário, o 13º, as férias, os auxílios e, no mês da saída, os acertos (férias não tiradas e 13º proporcional), já sem o abate-teto e antes do imposto. Parte do 13º costuma ser paga adiantada no meio do ano e descontada da folha de dezembro, que traz o 13º inteiro: tiramos o adiantamento de dezembro, para não contar duas vezes. Cada folha separa as partes de um jeito, e a página de cada estado explica. Os gastos do cargo (residência oficial, carro, segurança, viagens) não são publicados por pessoa.

Prefeituras: prefeito, vice e secretários

Em São Paulo, no Recife, em Fortaleza, em Vitória e em Porto Alegre, a Prefeitura publica todo mês a folha de pagamento com o nome de cada servidor, e mostramos quanto recebem o prefeito, o vice e os secretários municipais (em São Paulo, também os subprefeitos), mês a mês, desde janeiro de 2025. Vai para o bolso: a remuneração bruta da folha, antes do imposto e da previdência, com o 13º, as férias e os pagamentos atrasados nos meses em que são pagos. Cada folha é de um jeito: São Paulo, Recife e Porto Alegre separam o salário, o 13º e as férias; Fortaleza e Vitória dão só o total do mês, e o que passa do valor normal da própria pessoa aparece como "outros pagamentos". Quem saiu recebe no último mês os acertos (férias e 13º proporcionais); esse valor aparece à parte e não entra nas médias. Secretário que recebe de outro órgão (servidor cedido por outro órgão, ou vereador licenciado que ficou com o salário da Câmara) aparece na folha da Prefeitura com só uma parte do salário, ou nada; esses meses ficam fora das comparações. A folha diz o órgão onde cada secretário está lotado, que nem sempre é a pasta que ele comanda: em Fortaleza, os secretários regionais aparecem todos lotados na Secretaria de Governo, e é assim que os mostramos. As prefeituras não publicam gastos por pessoa (carro oficial, viagens, equipe), então aqui entra só o que cada um recebe. Vereador que vira secretário se licencia da Câmara: mostramos os dois cargos, cada um nos seus meses. Em São Paulo, quem tem decisão judicial para não aparecer na folha não aparece. Cada página de cidade explica as particularidades daquela folha.

Ajuda de custo e diárias

A ajuda de custo é um salário extra pago no começo e no fim do mandato. As diárias são pagas em viagens oficiais, para cobrir hospedagem e alimentação.

Como calculamos
  • Vai para o bolso: salário, 13º, auxílios e ajuda de custo, sempre em valor bruto.
  • Gastos do mandato: o que o parlamentar gasta com dinheiro público no próprio mandato, como passagens, combustível, alimentação, escritório no estado e divulgação (a cota parlamentar), além de diárias e outros gastos.
  • Custo total = vai para o bolso + gastos do mandato.
  • Equipe do gabinete fica à parte: é dinheiro que paga outras pessoas. Mostramos quanto custa por mês, quantas pessoas são e a média por pessoa.
  • Tudo por mês, para poder comparar. Cada média por mês usa os seus próprios meses (com salário, com despesas, com equipe). Assim, uma licença não distorce a conta.
  • Alguns valores só são informados por ano: o auxílio-moradia da Câmara e as passagens, correios e outros gastos do Senado. Dividimos o total do ano pelos meses com salário. É uma aproximação, marcada com ≈.
  • A cota por tipo (passagens, combustível, aluguel de carros...) também aparece por mês: o total de cada tipo no período dividido pelos meses. Se a cota dá R$ 40 mil por mês e 12% foi com carro, mostramos cerca de R$ 4,8 mil por mês com carro.
  • Salários mínimos: R$ 1.320 (2023), R$ 1.412 (2024), R$ 1.518 (2025) e R$ 1.621 (2026).
  • Conferimos com os sites oficiais: a cota do Senado bate ao centavo em todas as 324 comparações; a da Câmara, em 37 de 40 casos de uma amostra.
"Ganha mais que X% dos brasileiros que trabalham"

Ao lado dos salários mínimos, mostramos quantos brasileiros que trabalham ganham menos do que o político. A comparação usa a PNAD Contínua, a pesquisa oficial de emprego e renda do IBGE: o rendimento mensal habitual de todos os trabalhos, bruto (antes do imposto e da previdência, como o salário do político), das pessoas ocupadas que têm renda do trabalho. Juntamos os quatro trimestres mais recentes, para ter mais gente na ponta de cima, e convertemos cada renda em salários mínimos do seu ano, a mesma régua usada para o político.

Do lado do político, entra a média do que vai para o bolso no período escolhido (na página do governador, o salário do cargo). Essa média inclui o 13º, as férias e os auxílios, que a PNAD não conta como renda habitual.

Não comparamos com a população inteira, porque ela inclui crianças e quem não tem renda, e o número ficaria inflado. As pesquisas domiciliares também captam mal as rendas mais altas (quem ganha muito responde menos). Por isso, o percentual real deve ser um pouco menor que o mostrado. Arredondamos sempre para baixo e nunca mostramos mais que 99,9%.

O que ainda falta
  • Governadores: o mês a mês pela folha está em 24 estados. No Amapá e no Mato Grosso, a consulta da folha pede um CAPTCHA, que não contornamos; no Tocantins, o portal só funciona clicando na página. Nos três, por enquanto, só o salário fixado para o cargo. No Pará, a consulta pública deixou de mostrar a governadora e o vice a partir de abril de 2026.
  • Governadores: no Mato Grosso, o valor de 2026 é um cálculo nosso (o de 2025 com a revisão geral), ainda não conferido na folha.
  • Prefeituras: Belo Horizonte publica a folha com o nome de cada servidor, mas o portal bloqueia acessos automáticos, e não tentamos contornar o bloqueio. Curitiba, Salvador, Rio de Janeiro e as outras capitais ainda não foram feitas.
  • Câmara Municipal do Recife: a consulta da Verba Indenizatória no site da Câmara está com erro para todos os vereadores; os meses afetados ficam de fora até o site voltar a funcionar (o robô tenta de novo toda semana).

Fontes dos dados

Todos os números vêm de dados públicos oficiais, e cada página mostra a fonte de cada valor.

CongressoCâmara e SenadoSalários, cota parlamentar, equipe dos gabinetes e imóveis funcionais, pelos dados abertos das duas Casas.
Governo federalPortal da TransparênciaSalário, jetons e viagens do presidente, do vice e dos ministros.
27 estadosLeis e folhas de pagamentoO salário de cada governador e vice e, em 24 estados, o que receberam mês a mês pela folha.
MunicípiosTesouro, TSE, câmaras e prefeiturasO custo de cada Câmara, os vereadores eleitos e, em capitais, cada vereador e a folha da Prefeitura.
Ver todas as fontes, com os links (36)

Congresso

Governo federal

Estados

  • 27 estados: Leis, folhas e tabelas estaduais. O salário de cada governador e vice, com o link da lei, da folha ou da reportagem de onde veio cada valor, e, em 24 estados, o mês a mês pela folha de pagamento do Estado (o link de cada uma está na página do estado). Fotos: Wikimedia Commons.

Câmaras municipais

Prefeituras

Referências

  • IBGE: PNAD Contínua. Microdados dos quatro trimestres mais recentes: a renda do trabalho de quem trabalha no Brasil, para o "ganha mais que X% dos brasileiros que trabalham".
  • Salário mínimo. Valor de cada ano, usado para converter os valores em salários mínimos.